segunda-feira, julho 10, 2006

Ode a Kirsten Dunst

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... pelo seu desempenho gracioso, espevitado, em The Cat´s Meow (O Miar do Gato), filme de Peter Bogdanovich, e ainda pela composição da sua personagem, sempre de língua afiada, que se dissipa em noitadas de drogas e álcool em Levity (Redenção) de Ed Solomon, dois filmes que vi há não muito tempo.
... por aquela covinha no rosto quando ela sorri!
... mas sobretudo pelo seu papel fenomenal na pele de uma Claire irradiando beleza, empatia e joie de vivre capazes de contagiar até um moribundo - neste caso Drew (Orlando Bloom), um designer de ténis , cujo novo modelo se revelou um estrondoso fracasso, o que o atirou para uma espiral depressiva a ponto de se preparar para o suicídio -, em Elizabethtown de Cameron Crowe - um filme que vai direitinho para a minha lista de preferidos destes últimos tempos.
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E que dizer daquele mapa de viagem que Claire (Kirsten Dunst) oferece a Drew Baylor (Orlando Bloom), quando este resolve fazer a tal viagem solitária de carro (em busca de equilíbrio interior) que lhe havia prometido? Um mapa repleto de notas pessoais, de fotos a ilustrar os locais de passagem, de cd's escolhidos a dedo por ela para fornecer a banda-sonora ideal para a viagem... Só duas palavras: também queria!
No fundo, uma espécie de mapa de caça ao tesouro... tesouro esse [a Claire, evidentemente] que no final ele tem o juízo de não deixar escapar. Só sete palavras: E tu?... não querias mais nada, né?!
E a banda-sonora? É excelente, não só pela qualidade da música em si, mas porque os temas ficam mesmo a matar nas respectivas cenas do filme. A esse facto não é alheio o profundo conhecimento musical de Cameron Crowe, que em tempos trabalhou como repórter para a revista Rolling Stone. (O tipo chegou a acompanhar as digressões de bandas tão ilustres como os Led Zeppelin!) Ele próprio diz que há tanta música de qualidade que passa completamente despercebida da maioria das pessoas, que ele se sente quase na obrigação de a dar a conhecer (desde que funcione bem no filme, obviamente) e daí que não veja motivos para mandar compor música de raíz apenas para servir de banda-sonora ao filme. "IO (This Time Around)" de Helen Stellar; "Come Pick Me Up" de Ryan Adams; Nancy Wilson; Tom Petty, etc... dão o mote musical a este recomeço de um nova etapa na vida de Drew.
Basicamente é disso que trata o filme: o processo de aceitação de um falhanço, para depois poder voltar a página e recomeçar uma nova etapa. Agora je emitindo algo vagamente aparentado a um suspiro de um colegial: sem dúvida que com a ajuda e a presença de uma Claire, as coisas se tornam bem mais fáceis... E lá volto eu às sete palavras: E tu?... não querias mais nada, né?!
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