segunda-feira, julho 03, 2006

Simpsonite e o 1º post ou spot anti-TV





Inaugura-se aqui, por um lado, o espaço dedicado a uma das minhas séries favoritas de sempre, sem fazer distinção entre animação ou não: os Simpsons (actualmente, é das poucas coisas que ainda me fazem correr para me escarrapachar diante dessa caixinha); e por outro lado, o espaço em que me exercitarei a "sovar" um dos meus ódios de estimação - o lado brega da TV. À falta de temas mais interessantes, os ódios de estimação dão sempre mote para conversas (geralmente pouco dignificantes), além de nos conferir o consolo medíocre de podermos "descarregar" em alguma coisa, quando sentimos essa triste mas humana pulsão. Informo a todos que não estou numa de pugilista, apenas me deparo com uma razia de temas interssantes. Adiante...


Porquê "Simpsonite"? Bem... não é tanto uma doença inflamatória a nível ocular ou das meninges, mas antes um vício crónico, como qualquer outro elevador de humor. Por acaso, isto de ser espectador assíduo de TV (que felizmente já não sou - proeza tanto mais assinalável por não ter tido que frequentar sessões nos “Telespectadores Anónimos”) tem que se lhe diga a nível de doenças profissionais. Atrofia do córtex cerebral, lombalgias, aumento de peso (a explicação segue já a seguir no 1º spot anti-TV), borbulhas (a causa para tal será talvez esplanado noutro post), comentarites (na origem de frequentes escaramuças entre egos inflamados e de grandes transtornos a terceiros), padronização de gostos e de pensamento, subjugação à ditadura das marcas e dos novos modelos (seja de telemóveis, de carros desportivos para quem pode, de roupa, calçado, etc.) de tiques gestuais e de linguagem (abrasileirados ou amorangados - no panorama actual julgo serem estas as duas ordens de tiques que imperam) são apenas alguns exemplos entre um grande leque de sinais de desgaste.



1º post ou spot anti-TV Sabia que a TV, em troca de umas sofríveis horas de entretenimento, parasita-lhe e suga-lhe o cérebro? E que consequentemente a actividade cerebral desce para níveis baixíssimos? Nunca reparou que, a dada altura, o organismo dá sinais de fraqueza, de lassidão? Pois bem, em poucas palavras iremos descrever-lhe todo o processo... Tendo em vista a reposição da actividade neuronial para valores basais, é disparado o mecanismo fisiológico da fome. A ingestão de comida estabelece-se assim, sem margem para dúvidas, como um substituto primário para a insuficiência calórica da maioria dos conteúdos televisivos. Quanto mais a TV lhe debilita o cérebro mais comida é requerida para manter operacionais, pelo menos, as funções que regulam a manutenção do estado de vigília (olhos abertos, postura erecta no sofá), a capacidade acrítica e claro... as funções básicas do sistema nervoso como as que regulam a mastigação, a deglutição e a digestão, fundamentais para não emperrar este mecanismo de compensação. Portanto, cérebro (no seu mínimo) e aparelho digestivo funcionam em perfeita simbiose durante todo o processo. Consequências: aumento de peso! (Clique aqui para ver uma ilustração do processo). O lado oposto deste espectro parece corrobar a teoria: certamente que já lhe aconteceu a si assistir a um programa de qualidade (evidentemente, trata-se de um fenómeno raro) e nem sequer ter-lhe passado pela cabeça levantar-se do sofá para se ir abastecer ao frigorífico. Antes passar fome que perder pitada do programa, não é verdade?! Pois... mas como a generalidade dos programas são o que são... lá vamos nós para o tal mecanismo de compensação por via da ingestão de comida. Mais uma vez, as consequências: aumento de peso! Dito isto, tome então as devidas precauções:- evite fazer zapping (é grande a probabilidade de aterrar num programa imbecilóide; nessas situações, o reflexo da fome é praticamente incontrolável e a demanda por junk food é frequente);- apenas aceite as sugestões - sobre um dado programa rotulado de imperdível -, de amigos e críticos com reconhecidos padrões de bom gosto. Mas o que é que isto dos spot's anti-TV tem a ver com os Simpsons? Vejam só um entre os vários e ricos exemplos que o Homer nos dá: o do alienado-bebedor-de-cerveja-que-vive-em-função-da-TV- -e-que-descura-muitas-das-suas-obrigações-familiares-e-não-só. Exemplo que faz eco com a rotina familiar de alguns lares portugueses: prostração diante da TV do bebedor-de-cerveja- -comedor-de-tremoços-e-pevides-que-vive-em-função-da-bola-na- -TV-e-que-descura-muitas-das-suas-obrigações-familiares-e-não-só- -e-que-nos-lares-em-que-infelizmente-só-há-uma-TV-não-deixa-a- -mulher-assistir- à-novela.






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