sexta-feira, julho 28, 2006

Quando é que o rapaz muda de K7? Analogia de formatos/suportes.

.

.
À pergunta insistente da prima e de outros familiares “Então e quanto a flirts? quanto a amores?...”, o rapaz sentia-se duplamente mal: em primeiro lugar porque aquele capítulo da sua vida tardava em arrancar e em segundo pelo chamado efeito K7. Duplo efeito K7, aliás. Quer pela pergunta, quer pelo teor invariável da resposta, que de tão repetitiva e maçadora, fez com que o rapaz encarasse seriamente a possibilidade de um upgrade em termos de suporte. Se não lhe era possível mudar de K7, ao menos que transmitisse a mesma mensagem (que parecia estar para durar) via CD. Portanto, num registo de qualidade superior e mais duradouro, tornando mais que obsoleta a tarefa de rebobinar a K7 até à degradação do registo magnético (o que implicaria o esforço descomunal da gravação de uma nova K7). Havia pelo menos um senão: a tentação de recorrer ao álcool para limpar as poeiras depositadas à superfície do CD ou, num caso mais extremo, iludir-se a remediar o que já não tinha remédio: passando o álcool vezes sem conta sobre os inevitáveis riscos que ocorrem em maior ou menor profundidade.
Porém, é pura ilusão crer que um simples upgrade possa melhorar seja o que for. O problema de fundo persiste e as vantagens de um novo suporte são pura e simplesmente cosmética hi-tech. Desemboca tudo no mesmo, com uma ligeira reformulação da desesperante pergunta: “Mas quando é que o rapaz muda de CD?”.
.

2 Comentários:


Blogger Margarida Celeiro disse...

Ora aqui está uma problemática que também me diz respeito. O não saber responder a essa pergunta aflige-me cada vez mais... Se há campo em que tudo me tem corrido sempre mal, é o amor...
Enfim, desculpa lá o desabafo, que o teu blog não é o muro das lamentações. Só que achei piada ler este post quando tinha acabado de me fazer a mesma pergunta.
Beijinhos, e fica bem.

28/07/06, 20:49  

Blogger Cláudio disse...

Margarida, não precisas de te desculpar pelo desabafo. Eu é que me sinto agradecido por te sentires à vontade para o fazer.
Realmente, prefiro o muro das lamentações ao confessionário. É mais arejado e não há cá cheiros a batinas. Portanto estás à vontade.

Quem sabe se não tenho dons telepáticos e consigo ler os pensamentos das minhas comentadoras. :) Antes fosse.

Agora um pouco mais a sério... A K7, de tanto repeat, consome-se e consome-nos a nós. Esse é o campo onde se alguma coisa corre mal - já não digo tudo - quase que não importa que o resto, os outros campos corram bem. Pelo menos para mim. Não é fácil arranjar formas de compensação para esse problema.

Beijinhos e vai aparecendo :)

28/07/06, 22:56  

Enviar um comentário