sexta-feira, novembro 17, 2006

Dwarf

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Velázquez, The Dwarf Francisco Lezcano, c. 1642-45

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Quando me sinto pequeno, o primeiro reflexo é retrair-me ainda mais. Se ficar por aí e não me esconder num canto, sinto que conquisto uma pequena vitória... Acre, mas ainda assim um ganho.
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3 Comentários:


Blogger  disse...

Compreendo. E a esperança de que quando houver força para não só não retrair como também para saltar em frente e ultrapassar isso será ainda uma vitória maior; ou antes que o sentimento de vitória será mais abrangente, mais forte, mais teu... ?

18/11/06, 18:38  

Anonymous Anónimo disse...

Noto tanto isso na minha postura. Quando estou triste só olho para o chão. Custa-me erger a cabeça. Doi-me...se a erguer. Tudo o que sinto se concentra-se nos musculos do pescoço e eles contraem-se para me magoarem ainda mais, para me avisarem de que tenho de me cuidar, que tenho que me tratar e passar a sentir bem, de que tenho que conseguir contrariá-los e erguer a cabeça.

Beijinhos.

19/11/06, 12:08  

Blogger Cláudio disse...

Zé: "Saltar em frente" e "ultrapassar" já pertencem ao léxico de um "Giant". A vitória parecerá certamente maior, mas a curto prazo já outra meta estará fixada no horizonte e de novo nos sentiremos a dar passos de anão em nova corrida.

Menina Rabisco: também sinto o que referes... Retrai-se o corpo, a fala, os pensamentos... toda a nossa postura se modifica. Passamos a olhar e a viver para dentro. Ver o que se passa lá fora, só se for de fugida e desde que ninguém se aperceba. Encolhermo-nos até à invisibilidade. Tentar manter o equilibrio possível entre a nossa desejada invisibilidade e a obrigação de estarmos presentes seja em que ocasião for. Neste esforço constante, a luz dos olhos é consumida num incêndio que deflagra dentro nós. O fumo enegrece as nossas faces, as órbitas escavam-se à medida da profundidade do desespero. Acordar é como dispersar à distância qualquer vontade seja do que for. Quando damos pelos efeitos, acciona-se o aviso luminoso que diz "Contrariar e contrariar". O trabalho, a partir daí, é, como sempre, todo nosso. Fazer pela mudança é da nossa inteira responsabilidade. Beijinhos e obrigado pelas tuas palavras

19/11/06, 16:36  

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