sexta-feira, janeiro 19, 2007

Os silêncios da fala

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Klimt, Serpents d'eau I (1904)


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São tantos

os silêncios da fala



De sede

De saliva

De suor



Silêncios de silex

no corpo do silêncio



Silêncios de vento

de mar

e de torpor



De amor



Depois, há as jarras

com rosas de silêncio



Os gemidos

nas camas



As ancas

O sabor



O silêncio que posto

em cima do silêncio

usurpa do silêncio o seu magro labor.



Maria Teresa Horta
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2 Comentários:


Blogger magarça disse...

A intimidade é também feita de silêncios partilhados...

21/01/07, 18:21  

Blogger angi disse...

o silêncio encerra em si a possibilidade de ser o mais angustiante e o mais sublime possível. que descobertas bonitas as tuas.

22/01/07, 15:31  

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