quinta-feira, março 01, 2007

Lepidópteros e o mito platónico [2]

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O mito platónico, não negado na sua essência, mas re-perspectivado: duas metades do mesmo ser que se procuram, que um dia se encontram, mas que não se podem juntar.

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O arco-íris que se some no céu já enxuto e as cores que se esbatem das asas fatigadas de tanto adejar. As metamorfoses da borboleta ao ritmo das do céu.

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O amor como aquela borboleta rara, de belos padrões de cores, furtiva a todo o tipo de rede que anos a fio persevere em conseguir capturá-la. A borboleta existe, algures, não existem é malhas para uma borboleta assim.
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4 Comentários:


Blogger parole disse...

Se o que escreves não tivesse subentendida uma profunda tristeza desenhava aqui um sol com um sorriso, assim fica só o sorriso :)

01/03/07, 07:14  

Blogger papel químico disse...

para os japoneses a borboleta simboliza a alma, a transformação e o renascer. é por isso que normalmente são usadas borboletas de origami Mecho e Ocho como decoração nos casamentos tradicionais.

01/03/07, 20:28  

Blogger cas disse...

É tudo intangível, então?... não acredito!

03/03/07, 22:48  

Blogger Cláudio disse...

Parole, há sorrisos equiparáveis a sóis... :)

Papel, enquanto rodopiar em liberdade, a alma, como a borboleta, haverá sempre a esperança de um renascimento. Gosto de toda essa simbologia japonesa. Obrigado por me complementares o post. Fez todo o sentido. ;)

Cas, tudo intangível, também acho que não... Algumas coisas sim. Mas ainda que assim seja, agarrarmo-nos a algumas ilusões não há-de trazer grande mal ao mundo. :)

04/03/07, 16:04  

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