quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Incon(torn)áveis minas

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Sais para a noite como quem cuida do enxame nas veias. Dobras cada esquina a mando do estrépito no peito. Andas por onde nada te espera. Nos olhos baços a distorção de luzes. Pequenas bolsas de calor, animadas vozes, jorram dos bares: minas no teu caminho gelado. Um só pé em falso e explodes.
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4 Comentários:


Blogger Maria P. disse...

O resultado dessa explosão pode ser uma surpresa,sempre um risco...arriscar...:)

13/02/08, 20:37  

Blogger pin gente disse...

contorno a curva de olhos fechados
bebo para que o doce do álcool me aqueça
nas veias o sangue gela na tristeza de andar só
o coração perde a cor atrasando o passo
e, com tantas curvas e voltas, acabo por me perder na noite
tonta e amedrontada pelos incontornáveis estrondos

13/02/08, 22:36  

Blogger angela disse...

tip-toeing around

13/02/08, 23:55  

Blogger papel químico disse...

e na explosão uma implosão a contrariar o efeito. a bolsa de calor subitamente quieta por detrás do bolso da camisa. o caminho para casa a contrariar o frio que se entranha pelas fibras.

14/02/08, 20:02  

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